Tenho escutado vários milagres sobre a da perda de peso na minha profissão. Alguns funcionam, outros não. Hoje, pretendo mencionar um assunto que está na moda: Quitosana.
A Quitosana é um polissacarídeo derivado da cutícula dos crustáceos (camarão, lagosta) e da parede celular de alguns fungos e microorganismos. Seu uso tem sido proposto como uma opção natural à redução da absorção das gorduras pelo intestino auxiliando na diminuição do colesterol e na perda de peso. Porém, a literatura tem se mostrado contraditória. Alguns estudos mostram uma boa resposta à dose de 1,2g de quitosana/dia em relação à redução dos níveis de colesterol. Em estudos mostrando a eliminação de peso, os resultados, quando não há mudança no comportamento alimentar, não são satisfatórios. De acordo com estudo de Wadsteins et al (2000), 332 voluntários fizeram o uso de quitosana por 12 semanas. Destes, 221 apresentaram uma redução de peso de cerca de 4 kg, porém, 111 não atingiram o esperado.
Pittler et al (1999) investigou o efeito de 1g diário de quitosana na forma de 4 comprimidos de 250mg ao longo do dia, em 30 indivíduos com sobrepeso por 28 dias sem qualquer alteração dietética. Não foram encontradas modificações no peso.
Embora não seja comprovado seu efeito de redutor de medidas - não sem uma melhora na dieta e prática de atividades físicas - a quitosana é comprovadamente segura e não tóxica ao ser humano. Deve-se lembrar que há riscos no seu uso prolongado, não devendo exceder a 12 semanas.
Autora: Tatiane Loidi de Santana Garbugio